Carta de António Pereira dos Santos a propósito das próximas Olimpíadas

Lisboa, em 25 de Setembro de 2004

Exmº. Senhor Presidente da Comissão Administrativa da FPX

Exmº Senhor Presidente da Associação de Xadrez de Lisboa

Exmº Senhor Presidente da APMX

A razão porque escrevo esta carta tem a ver com informações que obtive, através de um director da AXL, relacionadas com a participação de Portugal nas próximas Olimpíadas de Xadrez que terão lugar em Calviá a partir do próximo dia 15 de Outubro.

Tratei essas informações segundo a sua natureza:

A selecção nacional absoluta;

A selecção nacional feminina.

Antes de me debruçar sobre os 2 pontos que antes identifiquei li o Regulamento das Competições da FPX, que adiante designarei por RC e o Regulamento das Representações Nacionais, adiante designado por RRN, que estabelecem as regras a cumprir nesta matéria. Lidos os 2 documentos não consegui deixar de relacioná-los com os regulamentos anteriormente existentes a que obedeci quando fui, por mais de uma vez, chamado a propor uma selecção feminina que nos (aos portugueses) representasse (Olimpíadas de Elista 1998, Istambul 2000 e Europeu de Batumi 1999). E não posso deixar de manifestar a minha perplexidade e desilusão. Não só o actual RC deixou de remeter a questão das representações nacionais para o RRN como este último documento deixa em suspenso várias questões, passou a omitir outras e ainda criou vazios legais e abriu a possibilidade de interpretações interessadas ou interesseiras que o anterior regulamento já havia clarificado e tratado juridicamente. E tudo isto aprovado pacificamente em AG, embora com o voto contra da AXL, com a presença de representantes associativos dos quais, pela sua experiência profissional, se esperaria muito maior responsabilidade e reflexão no tratamento destas matérias bem como um entendimento muito mais profundo do que é e deverá ser uma representação nacional. Atrevo-me mesmo a afirmar que estes documentos só indignificam e desacreditam a modalidade ao “legalizar” a desresponsabilização, a irresponsabilidade, a falta de coragem, a passividade e pior, uma espécie de lei do mais forte ou do mais oportunista. E passo a explicar:

Quanto à selecção nacional absoluta fechou-se os olhos à falta de informação e comunicação, por parte da direcção da FPX, das competições internacionais em que nos faríamos representar e do seleccionador nacional designado, supõe-se, de acordo com o artigo 12º do RRN. Sobre este ponto também não foi publicamente comunicado, como deveria ser, principalmente numa fase de completa descredibilização da modalidade, a composição da equipa portuguesa.

Quanto à selecção nacional feminina o caso assume contornos absolutamente fantásticos para uma sociedade que se quer de direito.

Em primeiro lugar obriga-se à participação das atletas no campeonato nacional absoluto da modalidade em clara violação do artigo 14º do RRN.

Sobre esta questão fui informado que se deve interpretar escalão como escalão jovem e que, portanto, não estão contemplados os absolutos e os femininos. A ser assim estar-se-á a tentar credibilizar uma fantasia e não a modalidade. É que isso significaria que quase toda uma AG votou a anulação de um Regulamento das Representações Nacionais designando, indevidamente, dessa forma, um Regulamento das Representações Nacionais Jovens (entendendo-se como jovens todos os que têm idade inferior a 20 anos). Não é esse, obviamente, o meu entendimento nem, a meu ver, o entendimento juridicamente correcto. O RRN, embora seja pior que o anterior, existe para todas as representações nacionais e por escalão também se deve entender o feminino como aliás a última parte do artigo 14º deixa entender ao dizer “...do escalão a que essa representação respeita”. É que se trata de uma selecção nacional feminina e não absoluta.

Por outro lado, a serem verdadeiras as minhas informações (tenho que me socorrer delas pois, também nesta matéria, não houve nenhuma comunicação ou informação por parte da FPX), não foi cumprido o artigo 12º do RRN ao não ser determinado que Portugal se faria representar, a nível feminino, na Olimpíada de Calviá, e ao não ser designado o seleccionador nacional.

Incrivelmente, essa CA decide legalizar uma teia de contactos efectuados pelo ex- presidente da FPX, durante o campeonato nacional absoluto, às jogadoras que participaram no torneio de apuramento para o campeonato nacional do próximo ano, como se de um processo de selecção se tratasse!

Sobre esta questão lateral gostaria de observar que a designação do artigo 32º do RC se presta a interpretações duvidosas. De um campeonato dito aberto a todos os jogadores portugueses e estrangeiros federados na FPX deverá (ou deveria) resultar um vencedor ao qual se atribuirá o título de campeão. Ora, nos moldes em que posteriormente, no mesmo artigo, se divide o campeonato nacional, o título de campeão nacional do Campeonato Nacional individual absoluto aberto a todos os jogadores portugueses e estrangeiros é atribuído ao vencedor da final do campeonato nacional que, por sua vez, é proibido a jogadores estrangeiros. Faço esta afirmação porque foi noticiado que o campeão nacional deste ano foi o Luís Galego ao vencer esta final já que o RC é omisso quanto a esta questão limitando-se a dividir por 3 torneios (?!) o campeonato nacional individual. A permissão ou proibição de participação de jogadores portugueses no campeonato nacional torna claramente inconsistente e incoerente o nº 1 do artigo 32 do RC e levanta claramente o problema da definição de campeonato nacional, torneio de apuramento e torneio aberto que também não estão definidos nas alíneas a), b) e c) do nº 2 do artigo 32 do RC. Ao contrário, o resto do articulado sugere a interpretação de que tanto o torneio de apuramento como o torneio aberto são torneios de apuramento para a época seguinte e não atribuem títulos. Como tal não podem ser entendidos como campeonato nacional.

Na página da FPX pode ler-se que, nos termos estatutários, compete à CA assegurar a gestão corrente da FPX e a prossecução da planificação já existente. No meu entendimento à gestão corrente corresponde, não só a gestão financeira, mas também a gestão administrativa e da actividade desportiva. Esta gestão e a prossecução da planificação já existente vão, obviamente, exigir da parte da CA algumas decisões próprias de uma direcção federativa em concordância com os regulamentos em vigor.

A designação das Olimpíadas de Calviá como uma das provas em que Portugal se deverá fazer representar e a designação de um seleccionador nacional, eventualmente para cada um dos escalões da representação, que designe os atletas que deverão compor a selecção de acordo com o artigo 12º do RRN são algumas das decisões que deverão ser tomadas por essa CA.

A urgência da designação das equipas não justifica, em absoluto, a passividade e a desresponsabilização quanto à necessidade de decidir sobre esta matéria. A decisão sobre esta matéria é uma responsabilidade que cabe à actual CA.

Importa sublinhar também que a organização da Olimpíada de Calviá suporta as despesas da estada dos atletas representantes de cada um dos países. A inscrição dos atletas, como V. Exªs. deverão saber é feita pelas federações por via postal ou por via electrónica devendo, neste último caso, inscrever uma password previamente remetida para as federações.

Dado que, pelo que expus, não pode ser exigida a nenhuma jogadora a participação no campeonato nacional absoluto porque o campeonato desse escalão é o feminino foi com profundo espanto que recebi a informação que o pai de uma jogadora estava a organizar a representação do País na olimpíada por um grupo de jogadoras contactadas pelo ex-presidente da FPX. Parece-me óbvio que se prepara um golpe oportunista por parte desse grupo para aproveitar as facilidades fornecidas pela organização da prova. Um oportunismo preparado pelo ex-presidente da FPX no que respeita à selecção feminina (reparem que para a selecção absoluta foi ouvido um seleccionador nacional). Tudo perante, ao que tudoi indica, a cumplicidade dessa CA.

Para além do enorme desrespeito para com o país existem também os danos morais e prejuízos causados à actual campeã nacional do escalão (aliás, pentacampeã) e claramente a melhor jogadora portuguesa dos últimos anos, única MI feminina e que ficou a meio ponto de uma norma de GMF há cerca de um mês. A responsabilidade por tudo isto é, claramente da FPX, que é, desde o passado dia 12, administrada pela CA a que V. Exª preside.

Como português também me sinto ludibriado pois, para além de sempre ter defendido que uma selecção deve ser composta pelos melhores jogadores, defendo um conjunto de valores éticos que não se compaginam com o que se está a “preparar”. Nem eu nem, penso, nenhum português que se preze se revê, certamente, nestes seus representantes.

O que está a passar é a continuação da vergonha que se tem vindo a acentuar nos últimos 3 anos em termos de gestão da modalidade. A FPX não devia ser uma agência de turismo.

Conclusões:

Pese embora, por manifesta incapacidade para resolver este problema, se tenha agravado a situação devido à urgência que é imposta pelas datas ainda é possível corrigir o erro. Para tanto basta uma reunião da CA da qual saia uma decisão.

Uma decisão em que o RC e o RRN sejam cumpridos e em que feminino seja interpretado como escalão (não se podem prejudicar jogadoras por não se ter realizado o campeonato nacional feminino nas datas previstas).

Será obviamente necessário designar a Olimpíada como uma prova em que deveremos estar presentes, designar um seleccionador nacional feminino (o absoluto pelos vistos terá sido designado) e comunicar todas as decisões à comunidade xadrezística.

O facto de ter havido contactos entre o ex-presidente da FPX e algumas jogadoras não pode levar a julgamentos com base na criação de expectativas.

Expectativas criei eu e muitos outros xadrezistas ao esperarmos finalmente vir a ser representados condignamente nesta prova.

Acalentámos algumas esperanças em vós.

Esperanças de que, finalmente, a luz rompesse a escuridão que se abateu sobre a nossa modalidade.

Vãs esperanças!

Com os melhores cumprimentos,

António Manuel Ferreira Pereira dos Santos

(Presidente do Conselho Técnico da AXL)

XXVI TAÇA DE PORTUGAL

Na 4ª eliminatória da fase Continental jogada no passado sábado, 25 de Setembro, o GXPA deslocou-se à outra margem onde defrontou o Ginásio Clube do Sul.

Neste encontro o GXPA saiu vencedor, eliminando desta forma o GCS.

Resultados por tabuleiro

GCS (1-3) GXPA
João Farinha – António Vítor (0-1)
Mário Figueiredo – Cláudio Guimarães (0-1)
Manuel Almeida – Ricardo Santos (1-0)
António Garcia – José Duarte Santos (0-1)
Resultado final ……………………………1 – 3

XV TAÇA DE LISBOA

Resultados da 1ª Jornada


1 GC Odivelas, (1) [0.0] 3.5:.5 GX Alekhine, D
2 Vale Formoso, A (12) [0.0] 0.0:4.0 AA Amadora
3 GX Alekhine, A (3) [0.0] 3.5:.5 GX Alekhine, B
4 Mata de Benfica, (14) [0.0] 0.0:4.0 Peões de Alverca
5 Sporting C Portugal, (5) [0.0] 0.0:4.0 CECSSA Cavaleiros
6 Mestres S. João, A (16) [0.0] 2.0:2.0 Clube Tap, A
7 SFR Alverquense, (7) [0.0] 3.0:1.0 Clube Xadrez Sintra,
8 Clube Tap, B (18) [0.0] 3.5:.5 GX Alekhine, C
9 União Cultura Acção, (9) [0.0] 4.0:0.0 Académico Torres Vedras
10 Mestres S. João, B (20) [0.0] 1.0:3.0 CF Belenenses
11 Vale Formoso, B (21) [0.0] 4.0:0.0 BYE

Merece especial atenção o facto de os dois Clubes de Alverca terem saído vencedores nesta 1ª Jornada

REALIDADE OU SONHO!

Há em Alverca no GXPA dois jogadores em situação difícil; o MFIDE António Vítor e o S/12 Miguel Silva.

O primeiro foi seleccionado para a equipa que irá (iria) representar Portugal nas próximas Olimpíadas e o segundo, porque foi Campeão Nacional do seu escalão, também irá (iria) representar Portugal no próximo Campeonato do Mundo.

A situação é difícil porque a FPX, responsável pela deslocação dos jogadores, “caiu ” e a CA que no momento gere os seus desígnios, também está a braços com um grave problema de tesouraria; será por isso que nada diz sobre o assunto?

O seu Clube, o GXPA, também não tem disponibilidades de tesouraria para as despesas de deslocação dos referidos jogadores, situação normalíssima, dado que o Clube não tem patrocínios e o número de sócios é bastante pequeno.

Este caso foi apresentado na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira; será que vai ter solução ou o PM Santana Lopes mete ele mesmo ombros à obra! É que antes de tudo e mais nada, os Jogadores em questão iriam representar o País! Vamos esperar à “Portuguesa” para ver.

Em Mondariz

Uma noite no “Ataque Fegatello” à volta dum tabuleiro

- Donde é o amigo? Somos patrícios!
- Talvez não porque considero-me apátrida: sou assim como a lua! A todos dou luar mas a ninguém pertenço. - Oh Carlos traz mais uma Cuba livre com rodela.
- Olhe eu sou de (…) e resido em (…) e venho até aqui para me descontrair e, pelo que vejo, o Sr. está aqui a jogar o Open, acertei?
- Quase ia acertando! Na verdade venho aqui também para me descontrair e divertir e, para isso, tenho de ver jogar sentando-me mesmo na frente do jogador.
- Então joga!
- Sim; sou obrigado a isso para que o adversário me vá oferecendo lances e mais lances.
- Eu, há muito tempo que me desinteressei por estes tabuleiros: agora só jogo no tabuleiro “Global”, conhece? Em Portugal só o Pires é um bom adversário.
- Tabuleiro Global! Nunca tal ouvi nem vi!!! - Oh Carlos! Traz outra Cuba livre mas não cortes ás rodelas.
- Vou-lhe explicar: a diagonal a1 liga a h8 sem princípio nem fim e a diagonal h1 liga a a8 também sem princípio nem fim. É tudo Global e também se joga com relógio.
- Será que esse xadrez se vai jogando à volta do mundo!
- Sim; mais precisamente à volta do “Globo” e não sei porque se está a rir!
- Adivinhe meu caro.

Mondariz - Dia 1

À falta das crónicas diárias de Walter Tarira, aqui deixo uma pequena contribuição sobre o II Open Internacional do Concelho de Mondariz , que conta neste momento com a presença de 7 Portugueses:


A Epopeia de Mondariz



Em mais uma noite branca concentrado
No seu mágico monitor fritzeano,
De dedo indicador bem espetado
Procurando nos torneios deste ano
Local onde encontrará descansado
Amigos, bom tinto e calor humano,
Eis que o nosso Walter descobre Mondariz,
Onde se não fizer bloco será por um triz.

Decidido, com inscrição confirmada,
E convocada a sua leal tripulação
Sua velha nau foi logo aparelhada
Pois grande viagem esperava o capitão.
De véspera começou a longa jornada
E após sete horas de grande emoção,
Eis que sãos e salvos chegaram enfim
O Walter, o Rui, o Vítor e o Joaquim.

Noutra nau, já com uma jornada passada,
(Mas na esperança de ver alcançado
O grande Walter ainda na estrada),
Partiu o resto do lusitano consulado,
Numa equipa bastante animada
E sem percalços o percurso terminado,
Fróis, Miguel e Rafael prontos para jogar,
Enquanto o Pica-miolos foi ao bar .

Gorada a legítima expectativa
De encontrar o Walter na deslocação,
Eis que ao almoço entra a comitiva
Encabeçada por tão nobre capitão.
Mas a conversa foi sempre interrompida
Pelas chamadas: “Señor Fróis à Recepção”
Até que novo alvoroço foi notado:
O emparceiramento estava afixado!

Numa primeira jornada sem surpresas,
Onde os mais fortes ganhavam aos mais frágeis
Sem que houvesse perturbação nas mesas,
Entre partidas mais difíceis e mais fáceis
E duelos entre “predadores e presas”
Onde muitos mates se tornavam imparáveis.
Dizia num deles o Walter com convicção:
“Esta vitória belga é conspiração!”

Mondariz

Na refrega de Mondariz de 10 a 18 de Setembro não se pode dizer que a coisa esteja a correr mal para os Lusitanos! À 4ª Jornada temos o Fróis com 3,5, Dâmaso 3, Vitor Morais 3,Joaquim Silva 2, Miguel Silva 1,5, Rafael Teixeira 1,5 e na cauda do pelotão devidamente engarrafado com um tinto - Sangre de Touro 13,5 - muito saboroso por sinal, segue o mais velho do grupo Walter Tarira com 1 belo pontinho.

Amanhã é outro dia e con el sangre de touro, a coisa até pode melhorar.

O Torneio pode ser acompanhado em http://www.ajedrezmarcote.com

XII TORNEO INTERNACIONAL DE AJEDREZ CIUDAD DE ALBACETE

Neste Torneio de partidas lentas, 9 jornadas,jogado de 1 a 7 de Setembro e onde estiveram vários Portugueses, o MFIDE António Vítor do GXPA foi o melhor Português com 6 em 9 possíveis tendo sofrido apenas uma derrota contra o GM Romeno Suba.

Com o N.º22 terminou a prova em 18º lugar da classificação geral subindo 4 lugares. Neste Torneio jogaram 9 GMs entre eles o Russo Epishin Vladimir que acabou por ganhar o Torneio com 7,5 pontos.

http://www.ajedrezenmadrid.com/torneos/torneo.asp?torneo=04090100 dá mais informações sobre o evento.

Para António Vítor não deu norma de MI mas deu alguns pontos de elo bem merecidos pelo esforço que está desenvolvendo. Alverca e particularmente o GXPA desejam-lhe todas as felicidades.

II Circuito de Lisboa “G D Carris 2004”

Vai iniciar-se o torneio da Carris de 28 de Setembro a 15 de Outubro de 2004, nas instalações da Rua 1º de Maio, 101 (Estação da Carris de Santo Amaro).

Este Torneio será disputado em sistema suíço, em 7 sessões, ao ritmo de 2.00 horas para cada jogador terminar a partida.

As inscrições decorrem até ao dia 24 de Setembro 2004 (até às 19.30 h) e devem ser efectuadas para:

Paulo Afonso: paulo.afonso@carris.pt,
Carlos Presado: carlos.presado@carris.pt ou telemóvel 91 730 74 98, ou,
Ass Xadrez Lisboa: axlisboa@sapo.pt ou telefone 21 353 57 11.

Este torneio conta para elo FIDE.

II Circuito de Lisboa “Amadora”

Terminou o torneio com algumas surpresas a destacar:

Não sendo de todo uma surpresa, Andriy Sukhov ganha na última jornada ao n.º1 do torneio Rafael Teixeira, num final em que este é traído pelos apuros de tempo; Sukhov sagra-se deste modo vencedor isolado com 6 em 7 possíveis. Não fora esse facto e a partida até poderia ter terminado empatada, com Rafael a ganhar o torneio.

Das surpresas temos Joaquim Silva à partida com o n.º20 a terminar a prova em 7º!Subiu 13 lugares!!

Luís Guimarães n.º22, termina no n.º10 da classificação geral! Subiu 12 lugares!! Pena foi não ter feito bloco FIDE que bem merecia.

Augusto Dias teve uma ponta final em grande ao ganhar a 6ª e empatar na 7ª; com n.º12 terminou em 8º subindo assim 4 lugares na geral.

Tarira e Loureiro fizeram o que puderam terminando a prova a «chorar» cada um para seu lado e à sua maneira.

Classificação final dos primeiros 10 jogadores

1 Sukhov, Andriy 2044 2044 6 27.5 30.5 21.0
2 Teixeira, Rafael Goltsman 2046 2046 5.5 29.5 34.0 26.0
3 Garcia, Antonio Manuel C. Rodrigu 1938 1938 5.5 26.5 26.5 23.0
4 Henriques, Sofia Sousa Teives 2038 2038 5 29.5 33.0 22.0
5 Santos, Joao Artur Almeida 1900 5 28.0 31.5 24.0
6 Curado, Manuel Joao Ferro 1965 1965 5 24.0 25.5 18.5
7 Silva, Joaquim Correia 1648 5 21.5 23.5 15.0
8 Dias, Augusto Martins 1877 1877 4.5 26.0 28.5 17.5
9 Aguiar, Carlos Alberto B. Levy 1984 1984 4.5 26.0 27.0 20.5
10 Guimaraes, Luis Pedro Figueiredo 1606 4.5 25.0 27.5 15.0

Evolução do elo FIDE

1. Teixeira, Rafael Goltsman 1903560 2046 3.0/4 2.48 5 1960 2153
2. Sukhov, Andriy 14115263 2044 4.0/4 2.32 17 1986 2985
3. Henriques, Sofia Sousa Teives 1901168 2038 2.0/4 2.40 -4 1966 1966
4. Pereira, Joaquim C. Costa 2015 1.0/2 1.36 -4 1880 1880
5. Aguiar, Carlos Alberto B. Levy 1902571 1984 2.0/4 2.04 0 1975 1975
6. Curado, Manuel Joao Ferro 1965 1.5/2 1.00 5 1966 2159
7. Garcia, Antonio Manuel C. Rodrigu 1901931 1938 0.5/2 0.92 -4 1966 1773
8. Mendes, Alberto Correa 1901699 1934 0.5/2 0.92 -4 1962 1769
9. Rego, Pedro Filipe Pinho 1904310 1915 0.0/2 0.74 -7 2011 1012
10. Vitorino, Luis Fernando Rapoula 1902822 1894 1.0/3 1.23 -2 1962 1837
11. Lopes, Rui Manuel Barreira 1903381 1882 0.0/2 0.82 -8 1946 947
12. Dias, Augusto Martins 1902385 1877 2.5/5 1.75 8 1984 1984

O ANÓNIMO EM XADREZ

Na abertura deste modesto jornal, pode ler-se:

«O local ideal para falar (leia-se escrever) sobre Xadrez de forma livre e completamente à vontade. Será espaço solto para confrontação de ideias.»

Anónimo é um substantivo masculino, vem do Grego anónymos «sem nome» e é aquele que não assina o que escreve.

Ora como todos sabemos por experiência própria, em xadrez o jogador anónimo não tem mesmo lugar; para jogar tem de dar a “cara” e ainda, assinar o resultado final, mesmo quando lhe é adverso.

É este dar a “cara” que torna o xadrez exclusivo de cavalheiros porém, há sempre a possibilidade de ser uma jogadora e se assim for, o dar a “cara” já se torna mais complicado por causa das maquilhagens e da vergonha natural que as mulheres por natureza já têem.

Quanto aos comentários anónimos que vão aparecendo neste modesto Jornal, vou-os lendo mas sempre com muita mágoa. Num jogo onde tudo está à vista, para quê esconder seja o que for!

II Circuito de Lisboa “Amadora”

Á 6ª jornada Rafael Teixeira continua invicto, mesmo cedendo um empate de pretas contra um jogador teoricamente mais fraco, Eugénio Louro, num final de Rei e dois peões contra Rei e cavalo, por falta de tempo.

Não fôra a falta de tempo e Rafael Teixeira averbaria a sua sexta vitória seguida.

Augusto Dias recupera a sua forma, ganhando ao FIDE Rui Barreira Lopes, fazendo o seu 4º ponto em seis possíveis.

Luís Guimarães consegue um bom empate contra o FIDE Pedro Rego.

Sukhov ganha sem grandes dificuldades a Carlos Aguiar e assim faz cinco em seis. É curioso registar que a única derrota de Sukhov foi contra Angelo Francisco, um jogador teoricamente muito abaixo; coisas deste jogo!

Joaquim Silva entra numa ponta final em subida, dado ter feito o seu 4º ponto contra Mário Silva.

Campeonato de Jovens da UE

9ª E última jornada

O trio Português constituído por Miguel Silva sub 12, Ana Baptista sub 14 e Ariana Pintor Sub16, acabam de representar Portugal no Campeonato da União Europeia de 23 Agosto a 31 Agosto 2004, realizado em Mureck, na Áustria.

Nenhum dos três conseguiu chegar ao pódio é verdade mas em termos absolutos, Miguel Silva N.º 7 à partida, terminou em 5º com 6 pontos e até subiu dois lugares. Ana Baptista n.º 5 à partida terminou em 17º lugar com 4,5. Ariana Pintor N.º 14 à partida terminou em 18º com 4,5 pontos.

Se olharmos só para o pódio, de facto não vemos lá nenhum Português, mas era mesmo para ver? Pelo lado optimista talvez fosse, mas à que considerar que Portugal para além de não ter tradições nesta modalidade, também nunca investiu com seriedade em Xadrez essa é que é (Eça!)

Por outro lado os nossos putos não foram “massacrados”! Dois fizeram 50% dos pontos (4,5 em 9 possíveis) e o Miguel até fez 67%! Seis em 9! Então, não foi nada mau!!

Aproveito para endereçar daqui os meus parabéns aos três representantes mas também ao Manuel Pintor da AXP, que fez um belíssimo trabalho na cobertura deste Campeonato.