NOVOS CORPOS GERENTES DA FPX

Eleição de 23/10/2004

Mesa da Assembleia Geral
Presidente – António José Vieira Bravo
Vice-Presidente – Carlos Alberto de Sousa Mendes
1º Secretário – António Manuel Monteiro David Barbosa
2º Secretário – Júlio Manuel de Sousa Flores
Vogal suplente – Jorge Manuel Monteiro da Costa

Direcção
Presidente: Álvaro Fernando de Oliveira Costa
Vice-Presidentes: Fernando Manuel Gomes Gouveia; Fernando António Portela de Sousa Castro
Tesoureiro: Eduardo Escudeiro Guerreiro Viana
Secretário: Rui Manuel Martins Jorge Ferreira
Vogais: Ana Isabel Barros Lopes; Samuel da Costa Leite
Vogais suplentes: Pedro Miguel Barbosa Alves; Álvaro Jorge de Sousa Brandão

Conselho de Arbitragem
Presidente: Carlos Manuel Guimarães de Oliveira Dias
Vice-presidente: Joaquim Brandão de Pinho
Secretário: António José de Carvalho Valente

Conselho Jurisdicional
Presidente: António Manuel Antunes Ferreira
Vice-presidente: Pedro Paulo Pacheco de Sampaio
Secretário: Mário Luís da Costa Morato

Conselho Disciplinar
Presidente: Horácio Rodrigues de Oliveira Barra
Vice-presidente: Mário Manuel Ribeiro Marques
Secretário: José Paulo Nunes de Oliveira Wilson

Conselho Fiscal
Presidente: Mário Rui da Costa Correia
Relator: Joaquim António Oliveira Bajanca
Secretário: Henrique José Oliveira Serrão Pinela

NOTA: Conheço os novos Corpos Gerentes; uns bem outros nem tanto. Alguns fizeram bons trabalhos e continuam a fazer nas suas áreas de domicílio; espero que consigam fazer o mesmo por todo o País. Aproveito para vos dar as boas vindas e desejar-vos sucesso na difícil tarefa que ireis ter.

Portugal deu a maior simultânea com tabuleiros e figuras ao vivo?

Depois de uma consulta exaustiva constatei que foi Portugal quem fez a maior simultânea ao vivo em todo o mundo, com inicio na década de 60 até meados de 70, tendo como simultaneador inicial o Dr. Oliveira Salazar a jogar de brancas em todos os tabuleiros, contra (…) e, após ter levado mate, foi substituído pelo Dr. Marcelo Caetano. Não se indica a (…) porque ali, Salazar perdeu numa miniatura e foi forçado a abandonar a partida por "falta de material".

Calma amigos leitores; o Álvaro Pereira não é atirado para 2º plano! Mantêm-se ainda em primeiro lugar em toda a Península Ibérica como o maior em simultâneas (ás cegas) mas, neste caso, em tabuleiros e figuras de “plástico”! Ao contrário, Salazar e Caetano jogaram com tabuleiros e figuras vivas!

Porque naquele tempo os regulamentos eram diferentes dos de hoje, (seriam?) não existem registos completos de todas as partidas jogadas.

Aguardo que os amigos leitores e dignos comentaristas façam aqui os seus comentários, embora reconheça que as partidas jogadas foram muito difíceis.

Penso de antemão que só os "Mestres" estarão preparados para fazerem os seus comentários sobre aquela simultânea mas, dado que em Portugal há muitos e bons "Mestres" espera-se o surgimento de muitos e bons comentários.

36ª Olimpíadas de Xadrez em Calviá, Mallorca Espanha

O amor ao País e ao Xadrez veio ao de cima

Mais uma vez Portugal fez história e agora em Xadrez. Segundo informações colhidas, os únicos jogadores a representarem o seu Pais sem qualquer apoio do seu próprio Estado, são os Portugueses: seis jogadores e quatro jogadoras que, à sua custa, ali estão mostrando a grandiosidade deste Povo; somos mesmo únicos!

De facto a nossa história mostra-nos que foi sempre um punhado de Portugueses que levou novos mundos ao mundo, quase sempre com o alheamento dos responsáveis Políticos. Trata-se pois de um Povo tão valente e forte que, por isso mesmo, nunca conseguiu ter líderes à sua altura; essa é que é a grande verdade. Quase que até se pode dizer tratar-se de um País que não precisa de líderes para seguir em frente.

E são estes os Valentes que à sua custa representam Portugal, enquanto o PM renova a sua frota automóvel

GM Luís Galego, GM António Fernandes, MI Sérgio Rocha, MFIDE José Pinheiro, MFIDE António Vítor, João Costa, MI Catarina Leite, MFIDE Margarida Coimbra, Ariana Pintor e Ana Baptista

O maior Rei do mundo

Caros leitores
Quem não leu a 1ª parte ou já não se lembra, convém lê-la para entender o que vem a seguir e que acaba de me ser contado pelo meu amigo Rapatachos, cujo verdadeiro nome é Lopes e que de seguida começou:


- As minhas preocupações são os problemas palpáveis como o desemprego e as injustiças sociais, e não a ideologia.

Mas o que é isto óóó Lopes! Quero é que me contes a tua vida xadrezística em Tonga, pá!

- A economia é um assunto ao qual todos somos sensíveis. Quero apenas colocar a descoberto um sistema económico que saturou o planeta de miséria e de desemprego, para felicidade de alguns especuladores.

Ai ai ai ai ai! Mas tu sentes-te bem!?

- Nesta linha de reflexão, constato um enorme medo nas pessoas de perderem o emprego. Este receio transforma pessoas lúcidas e corajosas em seres assustados e envergonhados e os políticos raramente encaram o assunto de frente, com medo de perderem votos, prometendo o impossível.

!!!

- Por principio não sou contra a economia de mercado, mas esta deveria coexistir com outras lógicas económicas e sou contra a anarquia em que este sistema se transformou. Acho absurdo um regime que defende a redução do custo do trabalho e o despedimento de milhares de pessoas como o caminho certo.

Óh Lopes desculpa lá mas não estás bem!

- E não há alternativa até porque o liberalismo se alastrou como uma praga e todas as alternativas foram impiedosamente bombardeadas. Vivemos sob uma ditadura de um sistema económico único. Os adeptos do liberalismo colocam as suas ideias como verdade única e intocável e acusam de antiquado tudo o resto. Esta crença numa ideia única é uma marca de totalitarismo que, na minha opinião, urge combater.

Hem!

- Se o assistencialismo europeu for uma boa educação e saúde pública, julgo serem bens indispensáveis porém, e ao contrário dos neoliberais, não admito que se lucre com ele e não aceito que se dêem migalhas para suportar o custo de coisas tão importantes. O problema é que se confunde desperdício do uso dessas funções do Estado com a sua utilização eficiente. Acredito que o Estado deveria intervir mais na economia. Basta olhar para os Países escandinavos em que a pobreza é muito menor do que, por exemplo, na Inglaterra depois de Tatcher.

Mas que raio de revolta é essa, pá!

- Não sou contra as máquinas e até considero absurdo que se renuncie à tecnologia. Revolta-me é a voracidade com que a automação está a substituir o trabalho humano sem que ninguém reaja. O que se fará com as pessoas que são substituídas pelas máquinas e ficam no desemprego? Já existem mais de 120 milhões de desempregados espalhados pelo mundo.

Calma aí ó Lopes! Eu já deixei de jogar com o computador!

- Sou muito crítico em relação ás multinacionais porque o mundo não pode ficar à mercê da chantagem de empresas que não têem Pátria nem território. Veja-se o caso de algumas multinacionais consideradas modelos e que encerram, pondo no desemprego milhares de pessoas! Não é justo que se venda o trabalho humano a qualquer preço.

Mas que raio de xadrez é este, pá!!

- Os Sindicatos não são os melhores defensores dos direitos dos trabalhadores na lógica do trabalho sem fronteiras. O que pode fazer um Sindicato contra uma empresa que, ou despede centenas de pessoas, ou fecha? Temo que os sindicatos percam a razão de existir, a menos que se transformem em entidades multinacionais, solidárias entre si.

Como! Mas este gajo passou-se mesmo dos carretos!

- Repare-se que nos Estados Unidos onde a economia está bem e as bolsas batem recordes de alta, o liberalismo não deu certo. Basta dar uma volta pelos subúrbios de uma grande cidade americana para perceber que a miséria é o que não falta. Não sou contra as bolsas de valor desde que sejam utilizadas para a função básica de captar recursos que estarão à disposição de um sistema produtivo. Contesto por exemplo casos como a Electrolux, que demitiu milhares de pessoas em dois anos e está em alta na bolsa de valores.

Pobre Lopes; aqueles malandros deram cabo de ti!

- Na Europa responsabilizam-se os imigrantes pelo desemprego o que acho uma forma covarde de ganhar votos. O que se caça com essas campanhas nacionalistas são os pobres. Nunca vi nenhum País devolver um emir árabe milionário ao seu País!

Crrrrrrrrrrrrrr; mas isto é de mais porra!

- As perspectivas para o futuro são assustadoras se as empresas continuarem a fechar instalações ou a elaborar planos de trabalho que geram desemprego para alimentar accionistas. Se não for feito nada num prazo muito curto, o único elo entre as pessoas desfavorecidas e marginalizadas e o resto da sociedade será a polícia e os tribunais meu caro Tarira. Afinal quem acabou aprendendo fui eu: assim se joga o xadrez Global meu amigo.

Campeonato Europeu por Equipas

Decorre em simultâneo com o campeonado do mundo oficioso, o campeonato europeu por equipas de Xadrez. Kasparov, Shirov, enfim, Ivanchuk, toda a nata dos Grandes Mestres lá está. Decorre na democrática Turquia, na cidade de Izmir, pertíssimo do local onde se pensa ter sido a lendária Troia! Ou seja, quem quiser ver os jogos, deve dirigir-se a Setúbal e apanhar o Ferry.


Izmir no mapa da região.

O Campeonato do Mundo

Pela segunda vez este ano, joga-se o campeonato do Mundo de Xadrez. Desta feita, Leko e Kramnik defrontam-se para conquistar não se sabe bem o quê. O torneio disputa-se na Suiça, em Brissago e os jogos podem ser acompanhados nesta página. Hoje, o encontro está empatado a 3 pontos.


Os Pretendentes em Contenda na Suiça.