Augusto Martins Dias

7 de Março de 1996.
Foi este o dia em que eu conheci o Augusto. Um dia que mudou a minha vida.

Na altura eu tinha 12 anos e o meu pai levou-me aos Bombeiros de Alverca à procura de um clube onde pudesse jogar xadrez.

Quando passámos pela sala do bar, estava lá um velhote de cabelo branco, sozinho, com o tabuleiro de xadrez à frente – o Augusto.
Depois das apresentação, ele disse para o meu pai:
“ - Não se preocupe. Deixe-o cá que agente 'trata-lhe da saúde'.”
E a partir desse dia, passei a ir lá ao clube quase todos os dias para jogar xadrez.

O Augusto ensinou-me muito sobre xadrez. E ainda mais sobre muitas outras coisas.

E nos 18 anos seguintes, para mim, a sua imagem era sempre a mesma.
Sempre bem disposto com as suas piadas e gargalhadas contagiantes.

Por vezes eu até me ficava com dores de barriga e falta de ar de tanto me rir com ele e com todo o pessoal do clube.

Não sei quantos torneios fui jogar com o Augusto.
Seguramente eram mais os que joguei em que o Augusto estava presente do que aqueles em que ele não estava.

Para sempre me ficam na memória associadas a ele algumas frases emblemáticas.
    “- Não é claro.”
    “- Áh, ganda Augusto!”
    “- O Augusto é que sabe!”


O Augusto é que sabe

2 Comentários:

Às 18 de maio de 2014 às 14:18 , Blogger Luís de Barreiros disse...

Um bom testemunho! Uma boa passagem de testemunho! Para a vida! Para o Augusto!

 
Às 21 de abril de 2017 às 05:41 , Anonymous João Carlos R.P.M Dias disse...

Esse "velhote' era meu o meu pai. Separou-se da minha mãe quando eu tinha 4 ou 5 anos. Hoje vivo no Brasil. Tenho muito orgulho em saber que foi um grande xadrezista.

 

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