XVI Dominical e a Forma do Capitão!

Boino, Lino, Vieira, Norberto e um revigorado D. Farinha protagonizaram mais uma edição do célebre Dominical da SFRA, corria a alta manhã do dia 25 de Fevereiro de 2007. O Lendário Capitão, em grande forma após os 2 empates com Bruno Cunha no match "dos mares" e uma derrota frente ao Mestre Internacional angolano Pina, esmagou com autoridade e boa disposição a concorrência. Contra Lino, o mais directo adversário, Boino assinou com as brancas uma partida brutal que deixou sem pinga de sangue o seu adversário. Com as negras, na segunda volta, o Capitão ensaiou uma índia de rei onde se viu prontamente apertado por um entusiasmado Lino. Não obstante, o seu inquestionável talento em posições difíceis e complexas (fruto de largo treino nas mesmas) salvou-o, tendo vencido a partida após a realização de um bom par de milagres.

Na tabela classificativa, apenas um ponto se marcou na metade de baixo, a saber, uma vitória de Norberto frente a Vieira _ sempre um momento de grande comoção_ quebrando a habitual monotonia do sedimentado "status quo" que pouco mais tem que dois acordes.

Domingos Farinha não foi além dos zero pontos pese embora uma clara progressão no seu entendimento do jogo: mais objectivo, mais consistente. Saiba ele segurar as peças e os nervos nos apuros de tempo e em breve bater-se-á galhardamente com metade dos jogadores da SFRA. O pudor impede-me, não obstante, de revelar qual das metades é.

Resumindo, Boino foi uma vez mais totalista, pela 6ª vez em 14 torneios que disputou (até agora, venceu-os a todos, partilhando o 1º lugar em 3 ocasiões) totalizando à data 114,5 pontos em 124 possíveis, numa performance de 92,34%. Lino cumpriu "para baixo" fazendo 6 pontos em 8 destacando-se assim no segundo lugar. Norberto e Vieira, inseparáveis, partilharam os 3º e 4º lugares com 3 pontos cada e Farinha quedou-se na 5ª e última posição sem pontuar (desta vez).

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XV Dominical ou o Vulcão de Farinha

Apenas 4 jogadores se apresentaram no dia 18 de Fevereiro de 2007 para este XV Dominical da SFRA: Boino, o regressado Campos, o clássico Norberto e a esperança Farinha. Pouco haveria para relatar neste torneio (Boino fez 6 em 6; Norberto fez os seus 2 pontos contra Farinha) não fosse o grande acontecimento do dia: Domingos Farinha estreou-se! E pensa o leitor que se fala de algum empate? De um afogado, porventura? Não senhor! Domingos Farinha venceu! A vítima foi o marinheiro Campos que perdeu por tempo em posição que, bem..., não interessa a posição!

Após tal façanha, um desconfiado Boino ainda investigou em busca de marosca, mas, revistada a secção e os intervenientes no extraordinário feito, nenhum presunto ou garrafão de vinho foi encontrado ficando assim completamente excluída a hipótese de suborno!

Fechou-se o torneio com Boino totalista, seguido de Campos com 3 pontos, Norberto com 2 e Farinha com um 4.º e último lugar com sabor a 1.º!

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XIV Dominical ou a Fria Lógica

Sem o Lendário Capitão, Correia venceu com naturalidade o XIV Dominical da SFRA, totalizando 6 pontos em 6 possíveis, devastando Vieira (4 em 6), Norberto (2 em 6) e D. Farinha (0 em 6).

Não houve qualquer ponto ou meio ponto marcado na metade de baixo da tabela, ou seja, nas 12 partidas realizadas, ganhou sempre o mais forte ao mais fraco. Um torneio apriorístico! É estranho verificar que esta malta nova (Vieira, Norberto e Farinha) não tenha conseguido desmembrar a inflexível lógica e a sua frieza.

Uma vez mais se verificou a fuga dos peões Rocha e Loureiro...

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XI Dominical: O Capitão em Grande!

Foi a 10 de Dezembro de 2006 que um feito histórico, inenarrável até, se registou nestas terras alverquenses! Na sede da SFR Alverquense, mesmo ao lado das bombas da GALP, como quem vai para a estação da CP vindo do Jumbo e vira ali à esquerda, aí mesmo, Cláudio Boino venceu o XI Dominical com 10 pontos em 10 possíveis, contra fortíssima oposição! Parece impossível, é certo, qual Odisseia, qual Eneida, qual quê! De Moscovo, Kasparov, sempre atento, deverá escrever na sua crónica habitual na revista "New in Chess" um par de linhas sobre este insólito, por tão estrondoso, feito!

Sem cerimónias, Lino, Francisco, Lucas, Vieira e Domingos Farinha sucumbiram ante a demolidora energia do Capitão. O cenário era sinistro Cinco almas devastadas pela serena mas fria e impiedosa voragem do génio!

Nuno Lino perdendo apenas com o Capitão e com o Francisco numa das partidas, fez 7 dos 10 pontos possíveis, arrecadando o segundo lugar. No grande duelo entre o Lucas e o Chico, venceu o Hélder na primeira volta, Correia a segunda! Estava assim quebrada a tradição das duplas vitórias nestes embates. Lucas não conseguiu pontuar contra Lino afastando-se assim do Francisco (que vencera na segunda volta ao Lino) que se classificou no terceiro lugar. A Lucas restou-lhe a quarta posição.

Vieira venceu apenas as suas partidas contra Domingos Farinha… dando-se muito pela falta de Norberto! Farinha foi o segundo totalista da prova. Tal como o Capitão, Domingos Farinha não serve para critério de desempate: todos fazem o mesmo resultado contra esta dupla!

Sem Norberto Santos, a festa que é o Dominical deixa de o ser! Sem o Norberto cai a folia e esmorece o espírito galhofeiro das tropas! Com a esfarrapada desculpa de estar em Barcelona (como se isso justificasse a ausência), Norberto impôs uma pausa na sua carreira dominical. Cai assim o último totalista! No campo da assiduidade, Correia, Boino e Norberto ficam assim empatados com uma falta cada: 10 torneios em 11 possíveis.

Sabemos que Norberto voltará e isso basta para aquecer os nossos corações, saudosos da sua galharda Francesa, da sua colorida Grunfeld. Mas a falta não está justificada: Vieira sem Norberto não é o mesmo. Uma sombra do homem que nos habituou a usar a dupla cadeira para assim melhorar a sua visão sobre o tabuleiro, o guerreiro Vieira apaga-se sem o seu adversário de sempre, o Norberto Santos! Falta um, falta o outro, mesmo que lá esteja.

Para a semana, há mais, claro.

BOINO

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O Regresso do Capitão ou o X Dominical

No dia 3 de Dezembro de 2006, um domingo, claro está, o Capitão voltou para vencer uma vez mais o fabuloso torneio Dominical da SFRA. No entanto, Francisco Correia igualou Cláudio Boino neste regresso: o Capitão teve de partilhar (pela segunda vez na história dos Dominicais) o primeiro lugar com outro jogador. Francisco Correia tomou o gosto às vitórias (ganhara a nona edição, em que este vosso criado não participou) e quis ganhar outro Dominical: ganhou-o ex-aqueo com Boino... que outra forma há de ganhar um Dominical, perguntará o leitor, rendido à infinita potência deste humilde escriba!

A prova foi pouco participada: apenas 5 atletas compareceram. Para além dos já citados Boino e Correia, Loureiro, Norberto e Farinha "pai" deram o seu contributo àquela que por muitos é já considerada a prova rainha do xadrez nacional!

O torneio registou, como já se adivinha pelo primeiro parágrafo deste relato, um daqueles raros acontecimentos: Francisco Correia ganhou uma partida ao Capitão Boino! E não só! Venceu em toda a linha os outros 3 adversários... Na última sessão da prova quis o destino que nos encontrássemos novamente: eu e o Francisco. Ele tinha um ponto a mais que eu...

Devo falar um pouco da vitória do Francisco sobre este vosso amigo! Num final de bispos de côr contrária, em que Boino tinha um peão a mais... o Lendário Capitão arranjou forma de perder a partida! Bem feito, pensa o leitor, farto da infalibilidade deste criativo e poderoso xadrezista! Mas há alturas em que a amizade faz das suas... e lá deixei o Chico ganhar, disfarçando o melhor que pude, para que ele não descobrisse que fiz de propósito!

Voltando à derradeira sessão... e à magnífica vitória que me colocou no primeiro lugar na companhia do Chico: olhei o Francisco nos olhos, arregacei as mangas e disse entre dentes: "A tua vida pouco mais vale que um molho de azedas, meu rapaz! Acabou-se o forrobodó!" Atemorizado com a ameaça, que poderia o pobre Francisco fazer? Jogando a uma cadência infernal, com lances de inaudita precisão, demoli paulatinamente a posição de Francisco, arrastando, no colapso, a sua vontade de viver! "Karpov teria orgulho desta partida!" disse-lhe assim que Chico Correia me cumprimentou agradecido por ter participado em tão elevada criação xadrezística! Francisco concordou.

Não percebendo por que razão não acredita o leitor neste meu último parágrafo, resumo agora a restante prova: Domingos Farinha ensacou o que havia para ensacar, registando, no entanto, fortes avanços, mesmo com esta dura forma de iniciação aos Mistérios do Xadrez! Há que ser paciente e determinado, algo que não falta ao nosso Domingos Farinha! Qualidades que, infelizmente, não passou ao seu filho Pedro... invertebrado atleta que, com a desculpa de estar longe, regista falta atrás de falta nos alverquenses Dominicais!

Norberto e Loureiro discutiram entre si o bronze que ficou para o segundo, após duas vitórias sobre um Norberto em dia menos conseguido!

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IX Dominical e já vamos na dúzia!

No nono dominical, dada a complexíssima agenda do Lendário Capitão, o poder foi entregue ao povo: Caiu na rua! E quem o apanhou? O Francisco Correia! Pois então. Contra ele estiveram Lino, Vieira, Loureiro e Norberto: explica-se assim a vitória do Chico... o Lucas não foi!

Pelo que me foi contado, foi muita a crispação entre os atletas, esbugalharam-se olhos, dilataram-se pupilas, abriram-se bocas, mostraram-se dentes. Algo que, é sabido, não ocorre quando o Lendário Capitão está presente!

Loureiro terá cantado uma seta caída ao adversário de Norberto... Loureiro que venceu ao mais cotado participante: Nuno Lino! Infelizmente não me chegou, nem chegará ao desgraçado leitor, registo de tal partida!

Jogado a uma só volta, depressa se terá despachado a coisa e o Chico arrecadou uma totalitária vitória com quatro pontos em quatro possíveis. Lino, que perdeu com o Chico e com o Loureiro, arrecadou o bronze tendo a prata ficado para o espinhense Peão! Vieira venceu Norberto em mais um episódio do duelo imortal, classificando-se o primeiro em quarto lugar, com um ponto, e o Norberto teria de esperar mais uma semana para pontuar... mas disso falaremos no relato do X Dominical!

Não percas, caro leitor!

BOINO

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Bestas Negras e Bolas de Berlim: O VIII Dominical!

Fraquinho na clientela, o VIII Dominical da SFRA lá se realizou com tantos jogadores como dedos tem uma mão canhestra: 5! Igualado assim o record de menor participação, sintam-se os faltosos severamente admoestados! Sendo certo que 19 de Novembro foi dia de torneio na Benedita (a Linares portuguesa, com a sua academia e úbere actividade escaquística), não menos certo é serem os dominicais da SFRA provas de grande interesse técnico e elevadíssima relevância existencial: laboratório da alma humana, pois então.

Lembram-se que, em tempos, se comemorou por cá (por Lisboa, melhor dizendo) o dia mundial do xadrez nesta data? A CM Lisboa organizava os seus festivais, trazia Kasparov, Karpov, Spassky, Anand e Pacheco Pereira? E Dvoretsky! Que dava aulas! Com Santana Lopes foi-se o dia mundial do xadrez. Mas ficaram os alicerces de um novo Parque Mayer! Honra seja feita ao "Menino Guerreiro"!

Participaram os totalistas Boino e Norberto, os indissociáveis Chico e Lucas, e Campos, o Gladiador Marinho do Porto de Merano!

Boino, a uma sessão do fim, somava tantos pontos quantas as partidas jogadas mas... enfrentou o Chico! E, pasmem os leitores, equivocou-se numa Berlinense tendo que admitir que perdera com um adversário muito mais versado em bolas de berlim do que em Espanholas Berlinenses... Como o próprio Francisco admitiu mais tarde, comprou um livro sobre a Berlinense julgando tratar-se de um manual de culinária! A custo evitando o afogado, Correia conseguiu arrancar o ponto a este vosso amigo. Parabéns, pois então! É proeza não pequena! Apesar do incidente com as bolas de berlim, o Lendário Capitão somou mais uma vitória nos dominicais tendo ficado a 1 ponto do segundo classificado, o Hélder Jorge Oliveira da Silva Lucas: a Besta Negra de Francisco Correia!

Uma vez mais, o Lucas impôs ao Francisco uma dupla derrota! Na primeira partida, Lucas safou-se de boa, ganhando em improvável posição. Na segunda volta, Francisco, já de espinha partida, deu Dama e partida! Manteve-se a tradição: sempre que um destes dois ganha a primeira partida, ganha a segunda! Tremendos confrontos, meus amigos, em que a alma e o sangue se jogam no damasquinado: ali não se perde nem se ganha. No fim, um existe e o outro não.

Norberto e Campos fizeram prova muito regular. Fizeram um ponto cada um. O Campos contra o Norberto. O Norberto contra o Campos. O fosso cavado entre eles e os outros afunda-se... ou não? Longe vão os tempos em que o Norberto limpava as duas partidas ao Francisco... Voltarão? Não perca, pois então, o IX Dominical. Que é já no próximo domingo, às 11,00h. Depois da missa.

BOINO

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VII Dominical e O Livro de Poemas de Serafim

Pelo sétimo domingo consecutivo, na paróquia de Alverca, realizou-se o Grandioso Torneio Dominical da SFRA! Acorreram nove bravos atletas que assim pulverizaram o anterior record de participantes que se cifrava em apenas sete. Boino e Norberto são os únicos com sete participações: desta vez, Francisco Correia faltou à chamada. Caso viesse, seria também ele totalista. Assim, para além dos dois totalistas, participaram ainda Lino, Rocha, Vieira, Aurélio, Abílio, Campos e Domingos Farinha. Deixo uma nota especial para este último que se estreou em absoluto nas lides xadrezísticas! Bem vindo, Domingos Farinha! Aguarda-se agora nova estreia: o seu primeiro ponto!

Desta vez, o Lendário Capitão esteve em grande forma! Venceu todos os jogos com aparente facilidade e inesgotável alegria! Oito pontos em oito possíveis! Nuno Lino esteve bem, fazendo seis pontos, tendo perdido apenas com o sempre imprevisível Vieira e com este vosso amigo. Com cinco pontos ficaram Rocha, Vieira e o estreante Abílio Martins, homem que se deslocou dos longínquos Olivais para se juntar à Grande Festa do Xadrez! Norberto Santos conseguiu em manhã feliz quatro pontos ficando a léguas do Aurélio, homem que veio do Algueirão, que somou apenas dois e de Campos que se mantém em crise de eficácia: contou apenas um ponto sacado ao debutante Domingos Farinha.

Em manhã soalheira, assistiu-se também ao lançamento de um formoso livro de poemas, escrito por José Serafim, antigo damista e companheiro de sala em tempos em que as damas partilhavam o espaço do xadrez. Por isso mesmo, e pelo valor intrínseco da sua obra, no final da prova estavam na secção de xadrez diversos exemplares desse bonito livro, cheio de imagens a preto e branco e com uma capa a cores! Com rimas ora emparelhadas ora cruzadas, Serafim conta a sua vida e deixa, em versos grandes e pequenos, um testemunho pitoresco e honesto de uma existência que assim se imortaliza. Muitos acorreram ao certame realizado nas instalações da SFRA demonstrando com clareza o apreço que este poeta popular suscita entre os seus pares. Um abraço ao Serafim!

Talvez ligado ao anterior parágrafo, um insólito acontecimento marcou o nosso torneio: tivémos espectadores! Lembro-me de um, com as mãos untadas de croquete, os olhos vidrados de sono e de martinis, que, por alturas do beberete dado por Serafim, entrou pela sala de xadrez! Com que admiração acompanhou ele as combinações de Aurélio, os ataques de Campos, as subtis defesas de Norberto! Com que emoção terá o espectador vibrado com as mirabolantes complexidades tácticas do duelo entre Rocha e Lino, que decidiu a favor do último, o segundo lugar? Regressará ele a Moimenta da Beira, santa terra que emprestou por um dia a Alverca um autocarro cheio dos seus filhos para que estes estivessem presentes no lançamento do livro do seu conterrâneo Serafim, decidido a por lá fundar clube de xadrez? Eu penso que sim!

Findo a prova e o seu relato, rogo-vos paciência! Para a semana haverá mais emoção, mais drama, mais excitantes duelos!

BOINO

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Deus Perdoa mas o Lucas Não ou o VI Dominical da SFRA

Na sexta edição de uma das mais importantes provas do calendário nacional, Hélder Lucas falhou, por pouco, um milagre digno de ser visto por três ou quatro pastorinhos! Não é que o safardanas empatou os dois jogos contra o lendário Capitão? Não é que o tragalhadanças venceu por duas vezes o pobre e indefeso Chico? Mesmo o afamado Peão Rocha caiu, na primeira volta, ante o corrosivo xadrez do atleta Lucas! Este vosso criado largou,nessa mesma primeira volta, ponto e meio! Que espanto, meus senhores! Que loucura! Assim, no final da primeira volta, o Lucas tinha cinco pontos e meio (cedeu apenas um empate comigo) e eu apenas quatro e meio (o empate com o Lucas e uma derrota com o Rocha!).

O Lendário Capitão estava nervoso! Hesitante, só a custo vencia partida após partida aos seus adversários! Mas... teve de ceder novo empate ao seguríssimo Lucas! Só o Rocha, sempre ele, o vergou nesta segunda volta. Na última sessão, enfrentei-o e, vencendo-o em bom estilo, passando a modéstia, consegui igualar o Hélder Jorge no primeiro lugar que assim foi dividido, de nada servindo todos os critérios de desempate! O Lendário Capitão teve de encontrar no pódio um espacinho onde se encaixasse Hélder Lucas: o homem que, pela primeira vez nos Dominicais, desafiou a hercúlea potência e olímpica força de Cláudio Boino, este vosso humilde servo.

Nesta sexta edição do Dominical, bateu-se o record de participantes. Sete foram os magníficos xadrezistas que se bateram na manhã de mais um sangrento domingo! Além dos já falados Boino, Lucas, Chico e Rocha, também Loureiro, Campos e Norberto participaram. Do que nas mesas traseiras se passou não se pode aqui falar: não vá o "blogspot" fechar o Alverca-X!

Uma vez mais, a prova foi acompanhada pelo sabático Vítor Miguel que a arbitrou. Será que Miguel regressará um dia às lides?

BOINO

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V Dominical da SFRA: A Desenfreada Caça ao Rei e Um Dia Mau para os Veteranos

No V Dominical Rápido da SFR Alverquense participaram Boino, Rocha, Correia, Lucas, Vieira e Norberto. Dos anteriores totalistas, registou-se a ausência de Carlos Viegas Campos, Magnífico Empurrador de Meranos, falta muito chorada por Vieira e Norberto, como adiante se dará conta. Vítor Miguel também esteve presente mas não foi ainda desta que o Grande Pastor da Caro-Kann se dignou a saltar para o ringue.

Nesta edição da prova, os reis tiveram as suas cabeças a prémio, tendo sido comidos a esmo e a ritmo vertiginoso. Lucas comeu o rei do Rocha e o Chico comeu-lhe o seu (numa posição lastimável em que, honra seja feita ao Quase Aviador e Ortodoxo Gambiteiro de Negras, o Francisco lutou com afinco, dando basta mostra do seu costumeiro arreganho e lendária pertinácia). Perdi a conta ao restante regabofe real, mas aquilo parecia a revolução francesa, meus amigos.

As coisas não correram muito bem a Manuel Rocha que se estreara auspiciosamente na passada semana arrancando um segundo lugar compensando as duas derrotas com o Lendário Capitão Boino com um massacre à restante concorrência. Desta vez, perdeu ambas as partidas com Lucas e com o Chico tendo conseguido, no entanto, um autêntico milagre: empatou as duas partidas com este vosso amigo! Já que falo de mim, devo, sem modéstia, acrescentar que, com nove pontos em dez possíveis, cedi apenas os meios pontos ao Rocha e dizimei a restante tropa sempre risonho e castigador sem nunca perder o forte pendor pedagógico que me é amiúde reconhecido. No entanto, desta vez, tive um perseguidor fulgurante: o Chico que regressou às boas exibições que registara já nas duas primeiras edições da prova. Ganhou as oito partidas aos outros rapazes tendo perdido apenas as duas que jogou com este vosso criado (bem boas, por sinal: um Gambito de Dama com um peão isolado e uma Berlinense a preceito bem rendilhada pelas negras que arrancaram um colapso estrutural e nervoso ao Dos Aviões Correia).

Lucas esteve bem ao levar de vencida Rocha com as brancas e com as negras tendo, no entanto, comprometido a sua classificação ao perder as duas partidas com o Chico (uma das quais com a canibalização do seu próprio rei). Arrancou assim o bronze. O quarto lugar ficou para o Rocha, pois então.

Falta ainda falar dos dois veteranos em prova: Vieira e Norberto. Não foi um dia fácil para eles. Vieira somou derrota atrás de derrota tendo vencido apenas uma partida, contra o Norberto, na primeira volta. Norberto somou derrota atrás de derrota tendo vencido apenas uma partida, contra o Vieira, na segunda volta. Pode o leitor constatar que foram semelhantes os seus percursos, de tal forma que, esgotados os critérios de desempate, se mantiveram os dois em igualdade pelo que se atribuiu a ambos a cauda da prova ex aqueo!

Vieira ainda tentou reverter o curso da calamidade tendo recorrido à duplicação da cadeira (pôs uma em cima da outra) que lhe permitiria não só melhorar a sua visão sobre o damasquinado como intimidar o adversário com um porte físico mais imponente. De pouco lhe valeram as tentativas: lidava Vieira com rija malta que não se compra com panos fofinhos e pedaços de vidro colorido!

Norberto nem ao seu cliente habitual venceu, Francisco Correia não lhe deu, desta feita, grandes hipóteses. Sentiu-se muito a falta de Viegas Campos, pareceu-me perceber numa conversa entre Norberto e Vieira. Até o Loureiro ajudava, terão concluído. Ou então... ter-se-á de convencer o Inefável Walter Tarira a participar. Um dia mau para os veteranos!
Por tudo isto e por muito mais que aqui se não conta, não percas, caro leitor, as peripécias do VI Dominical! Eu sei que os dias custam a passar até lá... mas aguenta!

BOINO

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O Lendário Cavaleiro do Gambito de Dama Faz das Suas

Jogou-se ontem o IV Dominical Rápido da SFR Alverquense! Tivémos um estreante nesta edição do Mais Fabuloso dos Torneios: o Grande Peão e Estupendo Jogador da Francesa Manuel Rocha. Este homem, da escola de Franco e Justino, homens do CP MAGUE, sucumbiu apenas ante o Magnífico Enfardador de Gambitos de Dama Aceites ou Não, Cláudio Boino. Arrancou assim a prata ficando o ouro para o do costume: este vosso criado!

Francisco Correia perdeu em toda a linha o seu duelo privado com Hélder Lucas, o Campeão das Espanholinhas, tendo ainda conseguido arrancar um ponto e meio dos dois em disputa com o Renovado Norberto Santos! Bem melhor que na passada semana em que o atleta cobiçado pelo Clube TAP e pelo Club dos Amiguinhos do Cruz, Francisco Correia, sofreu duas pesadas derrotas ante o mesmo adversário! Lucas ficou assim com o bronze e Correia no quarto lugar. O quinto ficou para Norberto que trucidou por duas vezes Viegas Campos, homem que ocupou o lugar da lanterna vermelha. Escapou-se à justa às penas e ao alcatrão!

Não percas, caro leitor, as peripécias do V Dominical! Eu sei que os dias custam a passar até lá... mas aguenta!

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IV DOMINICAL SFRA

Que melhor forma de polir o reportório de aberturas antes do grandioso Open da Carris que vir às 11,00h à SFR Alverquense no próximo domingo?

Logo a seguir à missa!

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Grande Torneio Dominical da SFR ALVERQUENSE

Realizou-se ontem nas bonitas instalações da SFR Alverquense a 3ª edição do Torneio Rápido e Dominical da SFRA! Pouco depois do nascer do sol, às 11,00h da manhã, um punhado de xadrezistas juntou-se novamente para intensos combates! Desta feita, todos saíram vencedores, menos um: o Xadrez!

Nesta edição participaram 6 jogadores: Cláudio Boino, Nuno Lino, Francisco Correia, Carlos Campos, Hélder Lucas e Norberto Santos. Sendo apenas 6, jogou-se um "todos contra todos" a duas voltas. A grande surpresa do torneio foi o facto de Cláudio Boino, o Admirado e Eterno Capitão da SFRA, como é conhecido, tenha feito apenas 8,5 dos 10 pontos em disputa, ficando muitíssimo próximo do 2º classificado, Hélder Lucas, que somou 6,5 pontos! Também Norberto Santos surpreendeu ao averbar 3 pontos, ou seja, o triplo dos que somara nas edições anteriores da prova! Um grande abraço para o Iluminado Jogador de Grunfeld e Paladino da Defesa Francesa Norberto Santos! Francisco Correia, autor de uma inaudita proeza (venceu uma partida ao Pai dos Povos e Venerado Campeão das Partidas Rápidas Cláudio Boino) foi ainda mais além ao conseguir uma dupla derrota ante o Norberto! Conta com uma fotografia tua em cima da lareira do Norberto, caro Francisco! A história deste feito será cliente habitual nas reuniões da família Santos, essa te garanto! Hélder Lucas, muito seguro, conseguiu arrecadar o 2º lugar. Nuno Lino, algo irregular, conseguiu apenas o 4º lugar!

Sentiu-se a falta do Vieira, do Aurélio e do Ernesto Loureiro! Foi Carlos Campos o mais saudoso... faltou-lhe este trio para que pudesse facturar algo que se visse em manhã de Grande Fome!

Amigo xadrezista: se gostas de jogar rápidas em ambientes soalheiros e sadios, se queres fazer parte de uma grande epopeia, se gostas de folhados mistos e de bicas escaldadas, se queres ver o teu retrato numa qualquer lareira, fica sabendo que em Alverca, TODOS OS DOMINGOS ÀS 11 DA MANHÃ, há torneio de partidas de 5 minutos!

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